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OST 15 anos

Em 15 anos de atuação, a OST formou centenas de alunos, que hoje são profissionais em busca do seu lugar no mercado

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Bruno Praxedes, Danuza Formentini e Claudia Macedo conseguiram o registro profissional de ator (DRT) recentemente. Nessa entrevista, os nossos ex-alunos contam como o curso feito na OST contribuiu para se tornarem profissionais completos e também dão dicas preciosas para quem quer trilhar o caminho do teatro para a realização pessoal e profissional.

OST:O que você acha do curso de teatro da OST? Você atribui de alguma forma o fato de ter obtido o registro profissional de ator à formação que teve no Curso de Formação de Atores da Oficina Social de Teatro?

BRUNO: Considero o curso de Teatro da Oficina Social de Teatro (OST) diversificado. O estudante aprende diferentes conteúdos, assim como é incentivado a se entregar aos processos e colaborar para o todo da peça. Também são obtidas experiências básicas de produção e conhecimentos sobre tudo o que está envolvido para uma peça de teatro acontecer. A formação que tive foi de 2 anos, nos quais pude trabalhar com 3 diferentes professores/diretores, os quais me possibilitaram diferentes perspectivas de atuação e estudo. E sim, atribuo a formação que tive na OST ao fato de ter obtido o registro profissional, pois grande parte dos documentos levados ao Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (SATED-RJ) eram referentes à OST, nos quais constavam o certificado de 352 horas de formação e os encartes das peças em que estive.

DANUZA: O Curso de Formação de Atores da Ost é muito bom e com certeza de alguma forma contribuiu para que eu conseguisse o DRT. Já tinha tido outras experiências em teatro e tudo é muito válido para a construção de um bom ator. Estudar é muito importante.

CLAUDIA: A minha paixão nunca foi voltada para o teatro, eu sempre fui uma menina muito tímida e achava que esse mundo não era pra mim. Até que um dia, resolvi entrar em um curso para desinibir. Foi quando conheci a OST, tiro certeiro. Eu tinha apenas 14 anos, não achava que ia muito longe. E então, sem muitas expectativas comecei a frequentar as aulas, e em cada aula eu ia me apaixonando por esse mundo mágico que até então não existia pra mim. A Erika Ferreira foi minha primeira professora, e com todo o seu profissionalismo e alto astral me contagiou e me fez perceber que o mundo não era só aquilo que víamos no dia a dia, era muito mais e podia ser muito mais se quiséssemos que fosse, e principalmente, que teatro é sinônimo de coletividade

OST: Hoje você é ator (atriz) formado (a) e com registro profissional. Como foi a experiência de ter sido aluno da OST?

BRUNO: Fundamental. Tenho um fascínio pelo ser humano e uma das formas de pesquisa que escolhi foi o teatro. Comecei com um Workshop na OST, gostei e não entrei para o curso, ainda esperei um longo período para me afirmar e voltar. Me inscrevi e foi minha primeira experiência nessa sublime área do teatro. Tudo eram conhecimentos novos, um mundo sendo desbravado, o qual permanece sendo até hoje. A primeira experiência modifica uma vida. E isto aconteceu. Todo o apoio e suporte que tive foram primordiais para o envolvimento neste campo de conhecimento.

DANUZA: Quando cheguei no Rio de Janeiro tinha o sonho de estudar teatro, mas não tinha condições financeiras. A Ost abriu uma porta para o meu sonho e comecei um dos cursos de teatro da escola, como bolsista. Fiz grandes amizades nos dois anos de curso na Ost e tive a oportunidade de trabalhar em espetáculos maravilhosos com professores que me ensinaram e inspiraram. A experiência foi linda e me fez aprender muito. Recomendo!

CLAUDIA: Eu sou muito grata a essa equipe, tive aula com professores maravilhosos,como Amaury Lorenzo e Leonardo Hinckel, cada um do seu jeito, mas todos com um profissionalismo incomum. Aprendi a lidar com minhas emoções, e saber usa-las em cena, aprendi a diferenciar o ator de personagem, a vida real que carrega uma mentira que torna-se real,a observar e respeitar o ser humano sendo ele do jeito que for.Aprendi como ser.O aprendizado é contínuo, não para, nunca vai parar.

OST: Qual o legado profissional mais importante que você levou dos estudos de teatro na OST?

BRUNO: O amadurecimento a respeito do ator, do trabalho e do processo. Posso dizer que aprofundou características como disciplina e organização.

DANUZA: Acredito que a contribuição para o DRT, os trabalhos paralelos como atriz pela Produtora da Ost e a oportunidade de levar o último espetáculo de Formação para outro espaço foram o maior legado que guardo de lá. É muito gratificante entrar em cartaz e tive essa experiência pela Ost, com uma peça muito importante pra mim, e o fato de você abrir os jornais da cidade e um trabalho seu estar sendo multiplicado é mais gratificante ainda.

CLAUDIA: Após 2 anos de curso, me formei, e logo em seguida tirei meu Registro Profissional como atriz, que abriu e ainda está me abrindo muitas portas. Desenvolvi talentos ocultos e fui me descobrindo a cada passo que eu dava naquelas tardes de sábado. E tudo isso só aconteceu pelo processo de trabalho da Ost, que me ajudou a crescer, crescendo junto.

OST: Como atores profissionais, quais as dicas que vocês dão para os alunos que estão começando agora?

BRUNO: É necessário estudo e paixão. Quando se pergunta a alguém da área “Por que o teatro?”, a melhor resposta vem no brilho dos olhos. Esforce-se, divirta-se e acredite, pois tudo é resultado de preparação. Dizem que o teatro abre as portas, você atravessa porque quer, mas é necessário esforço para permanecer lá dentro. Algum dia você aprende isso na prática e percebe que o teatro é maior que nós mesmos. Contudo, é indescritível estar nele.

DANUZA: Nunca desista de seus sonhos. Talvez seja um pouco piegas, mas não desistir é o primeiro passo para que se realizem. E aproveitem ao máximo tudo o que os professores compartilham em aula! A troca é a palavra chave do teatro.

CLAUDIA: Teatro não não se forma apenas em cima de um texto decorado, não se faz sozinho, não permanece inteiro sem vontade, é um quebra- cabeça, que monta e desmonta. Teatro é vivo, se faz com energia, acreditando e fazendo acreditar. A arte de ser, não

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