Quando sabemos como ser paz, descobrimos que a arte é um meio maravilhoso de compartilharmos nossa paz. A expressão artística irá se realizar de uma forma ou de outra, mas ser é o que é a essência. Portanto, precisamos retornar ao nosso verdadeiro eu, e quando tivermos a paz e a alegria em nosso íntimo, nossas obras de arte serão totalmente naturais e servirão ao mundo de forma positiva.
Thich Nhat Hanh
Breve histórico
Tudo começou na Casa do Teatro; nome que demos ao lugarzinho legal que um amigo nos cedeu atrás da Igreja Porciúncula, em Icaraí, no ano de 2000. Alí, construímos o início de nossa estória. O espaço servia para cursos e apresentações teatrais; uma sala grande, com uma escada de mármore à direita do palco (na sala tinha um palco!).
Foi sendo reconhecido pela vizinhança e durante um ano serviu para construção de um trabalho que tinha cara de vanguarda.
Dali, com a destruição da casa para construção de um edifício, fomos parar na Praça de São Domingos, onde adquirimos um outro imóvel.
Lá, fizemos festas, peças teatrais, cursos; e a quantidade de gente legal que passou por seus corredores nos fez perceber que seria possível levar adiante o desejo de construir um futuro com arte e, melhor, se sustentar com ele.
Continuamos com nosso senso de vanguardistas em busca de transformar indivíduos em pessoas melhores, utilizando nossa arte como instrumento de emancipação do ser; e no passar das horas e dos dias e dos anos, completamos maturidade e deixamos a Casa para trás.
Tornamo-nos empreendedores, buscando parceiros que pudessem agregar nossos valores aos seus e, com esse movimento, decidimos disseminar nossa idéia a partir da locação de espaços em pontos estratégicos da cidade visando a aproximação com o público e o conseqüente acesso às nossas oficinas. Já são 7 anos trabalhando dessa forma. Nesse tempo, passamos por locais como Espaço Cultural Tribo Urbana, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno e outros. E quantas formaturas, quantos amigos adquiridos, quanta gente cresceu e evoluiu em nossos braços (hoje, por exemplo, é bom saber que alguns caminham pelas salas da escola de teatro da Unirio, CAL, e outros já até montaram suas próprias companhias de teatro).
Um pouco de nossa estória é assim e já estamos com dez anos. Agora, planejamos os próximos dez. Criamos uma produtora cultural e, por intermédio dela, adquirimos parcerias com a Fundação de Arte de Niterói, Fundação Municipal de Educação, formamos uma Companhia de Teatro, administramos projetos culturais de terceiros, desenvolvemos projetos com o SENAC Rio, Universidade Federal Fluminense, Barcas S/A e, mais atualmente, com a Ampla.
A Karla Marttins, uma das sócias, tornou-se produtora cultural; eu, José Geraldo Demezio, me formei em Letras e estou enfrentando uma especialização em Gestão Empresarial para me aprofundar no nosso negócio.
Nesse ano, surgiu a Mônica Peixoto, responsável pelo setor de eventos, a Isadora Demezio, como assessora administrativa, o Nelson Reis, como diretor da Companhia, a Layla Baptista e o Renan Romeiro, como professores do Curso Básico de Teatro.
As atuais turmas do Curso têm em média, cada uma, vinte alunos. Nos dez anos, mais de quinze turmas já se formaram com apresentações amadoras e outros sete espetáculos profissionais já foram produzidos.
O desafio da OST, ao completar dez anos de existência, é acompanhar a contemporaneidade das artes cênicas e traduzir em seus fazeres um pouco do que vem sendo desenvolvido no Brasil e no mundo.
José Geraldo Demezio – Gerência OST
