Comédia com tons dramáticos fascina pela simplicidade
Dois casais marcam um encontro porque o filho de um deles bateu no filho do outro. Este é o mote do belíssimo texto de Yasmina Reza, uma brilhante escritora expoente no teatro contemporâneo. A conversa a respeito da briga dos meninos revela como o contrato social e as concordâncias não-verbais que fazemos em prol da civilidade podem ser rompidos.
O elenco como um todo é excepcional. O encontro aparenta ser casual, acaso mesmo, porém, as belas interpretações de Debora Evelyn, Júlia Lemmertz, Paulo Betti e Orâ Figueiredo exaltam como o simples pode tornar-se complexo.
Partindo de um mote banal, mas bem explorado Deus da Carnificina apresenta as mascarás sociais explicitadas e quebradas de tal forma que vale muito mais que o ingresso; talvez até uma reflexão sobre as atitudes do dia a dia. Esta peça é um exemplo claro de como o teatro faz diferença nas nossas vidas.
Se tudo que foi escrito não te fizer correr para comprar o ingresso, quem sabe um dia seu filho não se meta em confusão e você tenha que ser simpático com os pais do amiguinho agredido. Logo você entenderá do que se trata.

Maria Helena e Luis Eduardo se conhecem de um modo curioso: Numa linha cruzada. Após marcarem o primeiro encontro inicia-se uma despretensiosa relação que resulta no grande amor da vida deles. A história é somente esta. Porém, como realizar uma peça de teatro com apenas este mote? É um caso a parte nas mãos de um dos melhores diretores do cinema brasileiro: Guel Arraes.
