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Ana Carolina, aluna da OST, é aprovada em 1º lugar na Escola de Teatro Martins Pena

O nome dela é Ana Carolina; a gente chama de Carol. O nome completo? Ana Carolina Rocha Santa Rita. No momento com 25 anos de idade. Atualmente, ela está fazendo o Curso Básico de Teatro pela Oficina Social de Teatro (OST), local em que também está tendo a oportunidade de atuar na área de dramaturgia; está terminando o mestrado em Literatura Brasileira e Teorias da Literatura pela Universidade Federal Fluminense e é graduada em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto. Carol foi contemplada com uma notícia singular nesse início de ano; notícia essa que deixou toda a equipe da OST muito feliz: foi aprovada em 1º lugar na última seleção para ingresso na Escola de Teatro Martins Pena. Para ela, o início da realização de um grande sonho. Para nós, a certeza de que estamos no caminho certo.

Abaixo, um bate-papo casual com ela.

– Por que você escolheu fazer teatro?

Eu não tenho uma boa explicação pra essa pergunta. Toda vez que eu assisto a uma peça de teatro fico com o coração acelerado, reparando cada detalhe e morrendo de vontade de estar ali junto àquelas pessoas, participando daquele movimento que me fascina. Isso acontece no contato com outras artes também, quando eu leio um bom poema, ou ouço uma música linda, mas o incômodo (positivo!) que o teatro me provoca é mais nítido e persistente. A peça acaba, mas ela continua dentro de mim, muvucando tudo. É uma perturbação! Eu acho mesmo que não somos nós que escolhemos o teatro, ele é quem nos escolhe, nos persegue, até que a gente se entrega e fica a mercê de suas emoções.

– Qual relação há entre o teatro e a sua profissão?
O meu maior desejo é que o teatro seja minha profissão, mas no momento ele favorece a minha atuação como professora. Na sala de aula, assim como no teatro, temos que tornar interessante o que está sendo transmitido, tem que haver dinamismo e bons argumentos e principalmente saber o momento de dividir a cena e mudar o foco.

– Você acha que o teatro tornou você uma pessoa mais desinibida e comunicativa?
Com certeza! Acredito que não há como não ser afetado pelo teatro neste sentido. As dinâmicas de interação com o outro nos tornam mais abertos e menos armados contra ele. Neste processo o autoconhecimento é inevitável; com o tempo a gente vai ficando mais seguro e, portanto, menos tímido. Isso é uma das coisas que mais me encantam no teatro: perceber o outro e perceber a si próprio, perceber também que naquele espaço não estamos sendo julgados, o que nos dá liberdade para sermos espontâneos.

– O que você acha da OST? Acha que a OST colaborou com seu crescimento profissional e pessoal?
Eu conheci a OST em um momento em que eu precisava de arte, e ela me deu, com muita qualidade, o teatro. Sem dúvidas o curso favoreceu o meu crescimento, em todos os sentidos. Através dele pude expor minhas emoções e entender melhor o que se passava comigo, e isso me fez um bem enorme. No sentido profissional a OST também me ajudou muito, foi através do curso que eu conheci outras escolas de teatro e fui preparada para o concurso da Martins Pena pelo professor José Geraldo Demezio, também coordenador geral. Isso sem falar da colaboração física que as aulas da professora Layla Baptista deram!

– O que você está achando da oportunidade de trabalhar com dramaturgia?
Essa foi mais uma sacada de mestre do Geraldo. E pra mim está sendo um desafio maravilhoso. A minha primeira paixão artística foi escrever; desde muito pequena escrevo poemas, contos e crônicas, por isso mesmo escolhi fazer graduação em Letras e mestrado em Literatura. Eu nunca havia escrito um texto dramático, é mais difícil, porque tenho que pensar nas palavras sendo ditas e não apenas lidas. Isso faz uma diferença danada, e eu não sabia. Fiquei tensa e emocionada quando as primeiras falas foram encenadas no ensaio. Momento único.

– E agora que você passou para a Martins Pena? O que pretende?
Agora é teatro, teatro, teatro e teatro! Todos os dias da semana, literalmente. Pretendo me dedicar a essa arte e me tornar uma profissional, e quem sabe um dia poder viver disso, atuando e escrevendo. Por enquanto, o que me sustenta (financeiramente) é o trabalho como professora, que é também uma atividade que realizo com prazer.

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